2-7-2015

 

Poemata Latina: o Prof. John R. C. Martyn na Lusitânia

 

 

 

John R. C. Martyn foi Professor no Departamento de Estudos Clássicos da Universidade de Melbourne, na Austrália, onde diz ter começado a ensinar em 1958.

Por volta do início dos anos 80, começou a estudar autores portugueses e foi assim que em 1985, publicou a tradução de uma comédia de António Ferreira (1528 – 1569), autor que se dedicara então a estudar:

 

Antonio Ferreira: Comedy of Bristo or the Pimp

John R. C. Martyn (Tradutor)

Publcada por Dovehouse Editions (1985)

ISBN 13: 9780919473720

 

Terá vindo a Portugal e foi bem acolhido nas Universidades de Lisboa e de Coimbra, começando a publicar por cá alguns artigos, que elencaremos a seguir.

A Universidade de Coimbra publicou-lhe em livro a tradução para Inglês da tragédia de Inês de Castro, do mesmo António Ferreira:

 

The Tragedy of Ines de Castro

Antonio Ferreira / Translated into English with introductory essays by John R.C. Martyn

Publicada pela Universidade, Coimbra/ Acta Univ. Conimbrigensis, 1987.

 

O estudo de António Ferreira levou-o a André de Resende. Uma boa parte da obra deste não tinha ainda tradução para as línguas actuais, embora já em 1971, Odette Sauvage, tivesse traduzido para francês alguns poemas em L’itinéraire érasmien d’André de Resende, Paris: Fundação Calouste Gulbenkian-Centro Cultural Português, 1971, 196 págs.

Foi assim que em 1990, John Martyn publicou em Paris (mas em Inglês):

André de Resende

On Court Life

Edited and translated by John R.C. Martyn -  Bern, New York, Frankfurt., Paris, 1990. 230 pp., 1 ill. Bibliotheca Neolatina. Vol. 3

ISBN 978-3-261-04192-0 pb.

 

No livro estão traduzidos:

- o poema Genethliacum Principis Lusitaniæ, que descreve os festejos em Bruxelas pelo nascimento do príncipe herdeiro Manuel em 1-11-1531, falecido depois em 1537.  Não estava ainda traduzido para Português, só o foi depois em 2008 pelo Prof. António Guimarães Pinto.

- a Epistola ad Speratum Martianum Ferrarium, De vita Aulica - única tradução existente ainda hoje.

- o poema dedicado a Damião de Góis também sobre a vida na corte, nos Aliquot Opuscula, que começa: “Exemplo Damiane malo, qui primus in aulam” – há outra tradução para Francês de Odette Sauvage, mas nenhuma para Português.

- Poema – carta a Pedro Sanches – única tradução existente.

Neste livro, há indicações na Bibliografia que deveriam ter alarmado os nossos professores:

  André de Resende

        Manuscripts:

        Miscelanea, MS 2209, Torre do Tombo; poemata Resendii, ff. 1r – 97 v

        Miscelanea MS CXIV/1-16 (d), Biblioteca Municipal de Évora, poemata Resendii, ff. 48 r – 87 v.

Ou seja, nesta altura (1990), já o Prof. Martyn tinha a peregrina ideia de atribuir a Resende a autoria de todos estes poemas, como mais tarde fez.  Também é interessante que, no apêndice do livro, atribui a Jorge Coelho a autoria de dois poemas (Poeta morti vicinus e Aegrotus ad Deum), que figuram naqueles manuscritos e mais tarde atribuiu a André de Resende.

Naqueles manuscritos encontrou um longo poema intitulado “O cerco de Mazagão”. Atribuiu-o também a André de Resende, disse que teria sido depois modificado por António Lopes e publicou as duas versões em livro:

 

The Siege of Mazagão: A Perilous Moment in the Defence of Christendom against Islam (American University Studies Series IX, History)

John R.C. Martyn

Publicado pela Peter Lang International Academic Publishers, 1994 ISBN 13: 9780820422107

 

O poema sobre o cerco de 1562 parece ter sido de facto escrito por António Lopes. Mais tarde este abandonou  o colégio dos Jesuítas e com certeza, os seus antigos colegas introduziram modificações que ficaram a ser uma segunda versão.

 

Voltou-se o Prof. Martyn também para Pedro Nunes e publicou:

 

Pedro Nunes (1502-1578): his lost algebra and other discoveries

John R. C. Martyn

ISBN-13: 978-0820430607  Peter Lang 1996  158 pages

 

De Resende traduziu ainda para Inglês dois livrinhos em Português:

 

Biographies of Prince Edward and Friar Pedro

André de Resende, John R. C. Martyn

Publicado pela EMP, Lewiston, New York, U.S.A., 1997 ISBN 13: 9780773485389

 

O Prof. Aires A. Nascimento fez uma recensão deste livro na Euphrosyne, vol. XXVIII (2000), p. 443

 

Atribuiu ainda a Pedro Nunes:

 

Translation and Commentary on the Lectures on Greek Rhetoric by Pedro Nunes (1502-1578): The Art of Public Speaking (Studies in Classics, V. 28)

John R. C. Martyn

Publicado pela Edwin Mellen Pr (2004-04-30)

ISBN 13: 9780773463509

 

Entretanto, em1996, já semi-retirado do ensino, publicou a obra Poemata Latina (1998), de que me ocuparei no final.

 

Irei agora referir os artigos que foi publicando em revistas sobre humanistas portugueses e também as críticas que começaram a surgir aos seus escritos.

 

ARTIGOS diversos

 

- An unknown Latin version and Spanish text of Diana's first soliloquy in Montemayor's La Diana 

John R. C. Martyn • Keightley, Ronald G.. (1988) - na Euphrosyne Ser. NS, vol. 16 (1988) p. 225-244

 

-- Sapho and Aphrodite, na Euphrosyne , Nº 18, 1990, págs. 201-212

  

ARTIGOS sobre Pedro Nunes

 

Ao mesmo tempo que começava a estudar a André de Resende e a traduzir a obra publicada deste, quis o Prof. Martyn ter descoberto na Biblioteca Pública de Évora, obras desconhecidas de Pedro Nunes e também um Tratado de Álgebra que se supõe ter existido, mas nunca apareceu. No âmbito deste Autor, publicou: 

 

- The teaching manual of Pedro Nunes na Humanitas, de Coimbra – no n.º 43/44, de 1991/1992  pag. 275-280

 

 - Pedro Nunes - Classical poet 

John R. C. Martyn. (1991) - In: Euphrosyne Ser. NS, vol. 19 (1991) p. 231-270

 

- Pedro Nunes: Poemata Nonnulla Corrigenda 

John R. C. Martyn • McKay, K. J.. (1992) - In: Euphrosyne Ser. NS, vol. 20 (1992) p. 395-399

 

- Lectures on Rhetoric Given by Pedro Nunes at the University of Lisbon 

John R. C. Martyn. (1995) - In: Euphrosyne Ser. NS, vol. 23 (1995) p. 281-288

 

- Lectures on Rhetoric given by Pedro Nunes at the University of Lisbon: a tribute to Hermogenes 
John R. C. Martyn(1999) - In: Euphrosyne Ser. NS, vol. 27 (1999) p. 147-154

 

Todos estes textos foram severamente apreciados pelo Prof.  Aires A. Nascimento no artigo da Euphrosyne, “Suum cuique: Pedro Nunes, autor de poemas latinos? - Os direitos de Cipriano Soares”, na Euphrosyne n.º XXX (2002),  pp. 395 - 406. Exprime ele as maiores reservas à atribuição de qualquer dos textos de Évora a Pedro Nunes.

Apesar disso, o Prof. Martyn publicou ainda em 2004 o livro com as Lectures on Greek Rhetoric, já mencionado.

 

No mesmo número daquela revista, o Prof. Henrique Leitão publicou um extenso artigo sobre o livro do Prof. Martyn, Pedro Nunes, 1502-1578 : his lost algebra :

Sobre as ‘Notas de Álgebra’ Atribuídas a Pedro Nunes: ( ms. Évora, BP, Cod.CXIII/1-10)”, na Euphrosyne, mesmo n.º XXX (2002), pp. 407-416

O mesmo Professor publicou outro artigo esclarecedor nos Quaderns d’Història de l’Enginyeria, de Barcelona, volum XI, de 2010, pag. 9-18,  com o título: Pedro Nunes e o Libro de Algebra.

 

ARTIGOS sobre André de Resende

 

Por volta de 1987, o Prof. Martyn começou a dedicar-se ao estudo e tradução da obra de André de Resende. Apesar de tudo, ainda produziu trabalho útil, como por exemplo este texto, na revista belga:

John R. C. Martyn, The Relationship between Lucio Ângelo André de Resende and Johannes Secundus Humanistica Lovaniensia 37, 1988, p. 244-254

O artigo inclui a tradução de três poemas dedicados a Resende por Joannes Secundus, muito importantes para a biografia do nosso humanista. Só pecou por dizer que era a primeira tradução deles, pois já o fizera para espanhol uma senhora Argentina:

M. Rosa Lida de Malkiel, Juan Segundo y la biografia de vários autores peninsulares del Siglo XVI, in Miscelânea de Estudos em honra do Prof. Hernâni Cidade, Faculdade de Letras de Lisboa, 1957, pags. 134-167

 

Outros artigos de divulgação sobre Resende publicados por Martyn foram:

 

Bosquejos Campestres e Novos Poemas de André de Resende", A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 69, 1986, pp. 21 – 32.

 

A Renaissance Picnic at Resende’s Quinta, in Portuguese Studies, Vol. 3 (1987),  pag. 70-76

 

Clenardo, Resende and Erasmus, na Euphrosyne  Nº 21, 1993, págs. 375-388

 

André de Resende and the 11000 Virgins, na Humanitas n.º 39/40, 1987/1988, pag. 197-209

 

Author corrections by André de Resende, na Humanitas, n.º 41/42, 1989/1990, pag. 77-79

 

Entretanto, os textos do Prof. John Martyn eram acolhidos com alguma benevolência como se constata na recensão feita pelo Prof. Américo da Costa Ramalho a On Court Life, in Humanitas, n.º 41/42, 1989/1990, pag. 260-262. Além de fundadas críticas, nenhuma referência é feita aos dois manuscritos que o Prof. Martyn atribui na Bibliografia, na sua quase totalidade, a André de Resende.

 

Começou então ele a empolar a obra de Resende. No seu livro com o poema sobre o cerco de Mazagão (4-3-1562 a 7-5-1562), faz uma dedicatória à esposa, Alexia, que (diz ele) suportou no Alentejo três meses de calor enquanto  ele fazia pesquisas na B. P. de Évora.

 

The siege of Mazagão

 

Sobre o cerco de Mazagão, há três versões do poema: duas quase iguais no Ms. 2209, fls. 13 v e Ms. CXIV-1-16(d), fls. 69 v. com 412 versos. O Ms. 2209 tem uma indubitável atribuição “António Lopes, que se saiu dos Apóstolos, morreu no Algarve”; a Biblioteca Lusitana confirma a autoria do poema e refere que o seu autor abandonou a Companhia de Jesus e foi para o Algarve como padre secular. Pois Martyn traduz “que se saiu dos Apóstolos”,  por “who was a Jesuit”, e diz que o poema é da pena de Resende.

Provavelmente, os companheiros de António Lopes, depois da sua saída para o Algarve, acrescentaram, suprimiram e modificaram versos  e é esse o poema, que o Prof. Martyn atribui a António Lopes.

Parece não haver dúvidas que André de Resende não escreveu qualquer poema sobre o cerco da Mazagão.

 

Poemata Latina

 

Começou então o Prof. Martyn a sua obra magna de atribuição de poemas a André de Resende. São manuscritos que têm a sua origem nos Jesuítas, com os quais, tanto quanto se sabe, André de Resende não conviveu.

A folha de Excel que se junta [1] permite tratar a informação que se recolhe do livro e dos manuscritos, e colocar os poemas pela ordem dos manuscritos ou pela ordem do livro ou por ordem alfabética, como se quiser.

A primeira parte do livro (com os poemas inéditos) contém 199 poemas, sendo 153 do Ms. 2209 (que está online na base Digitarq) e 66 do Ms. CXIV-1-16 (d) da B. P. de Évora. Este último manuscrito contém ainda mais 28 poemas que se repetem com poemas idênticos do Ms. 2209.

De Resende, parece ser destes apenas um poema Ad Christum Opt. Maximum, 1567, que começa “Cur sic despectus…”, a fls. 40 do MS 2209, tendo ao lado a nota “É de Mestre André de Resende, inda que noutras partes ande por de Inácio de Morais

Na recensão do livro em Euphrosyne, vol. XXVIII (2000), p. 441-443, o Prof. Aires A. Nascimento põe delicadamente os pontos nos iis, dizendo que é impossível que todos aqueles poemas sejam de André de Resende. Serão poemas dos Jesuítas ou mesmo exercícios de alunos de Latim.

Mais contundente, o Prof. Américo da Costa Ramalho disse no artigo "Dois epigramas atribuídos a André de Resende", na Humanitas n.º 56 (2004), pags. 425-431, que o poema De Roma era de Janus Vitalis e não de Resende, como em tempos o Prof. Martyn defendera no artigo André de Resende, original Author of Roma Prisca, na Bibliothèque d’Humanisme et Renaissance n.º LI-2 (1989), pag. 407-411.

No mesmo artigo, negou a autoria por Resende do poema Corneliae Victoriae, de obitu coniugis Piscariae principis, onde o Prof. Martyn cometeu a calinada de, em vez de traduzir Príncipe de Pescara, pôs “Prince of the Fishmarket”.  Este poema fora também objecto de um artigo do Prof. Martyn, com o título An unknown piscatorial eclogue by André de Resende, publicado na Euphrosyne  Nº 17, 1989, págs. 287-304.

 

Noutro artigo intitulado “O poema De Agnetis Caede será uma fonte de Os Lusíadas?”, Península, Revista de Estudos Ibéricos 1 (Instituto de Estudos Ibéricos, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2004) 113-121, o Prof. A. C. Ramalho desfaz a ideia peregrina de que este poema (um exercício de  estudantes de Latim, traduzindo os Lusiadas), pudesse algum dia ser de Resende ou ser a fonte do episódio dos Lusíadas, tal como Martyn defendera no artigo Lúcio André de Resende and António Ferreira an unknown relationship in Euphrosyne Nº 15, 1987, págs. 195-209. No mesmo artigo, o prof. A. C. Ramalho põe de lado a autoria por Resende dos poemas Ad Regem Sebastum e Ecloga Conimbrica.

 

O Prof. António Guimarães Pinto, doutorado em Portugal mas ensinando na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus, Brasil tem sido um eminente tradutor dos nossos humanistas e está agora traduzindo a obra poética do Padre Manuel Pimenta, S. J. (1542-1603). Este Professor referiu-me que são da autoria deste Padre Jesuíta cerca de uma dúzia de poemas inseridos no livro Poemata Latina e como tal claramente identificados no manuscrito que Martyn confessadamente seguiu.

 

Finalmente, outro episódio embaraçoso desta questão.

Em 2000, realizou-se na Universidade de Coimbra um colóquio com o título e o tema “Cataldo & Resende”, com a colaboração e organização também das Universidades de Évora e de Lisboa. Um dos oradores convidados era o Prof. Jean-Claude Margolin (27-3-1923 – 2-2-2013), pessoa de grande reputação nos meios literários franceses. Pois ele tinha preparado para a sua apresentação um texto sobre dois poemas atribuídos sem qualquer base a André de Resende, pelo Prof. John Martyn: Poeta morti vicinus e Aegrotus, ad Deum (páginas 29 e 30 do livro Poemata Latina). O Professor insistiu em proferir a conferência, mas depois acrescentou-lhe um pequeno texto concordando que, na realidade, os poemas não deveriam ser de André de Resende.

No livro com o texto das conferências,  a do professor francês figura com o título À l’approche de la mort: Rhétorique et émotion dans deux poèmes attribués à André de Resende (texte suivi d’une rétractation partielle).

 

Na segunda parte do livro Poemata Latina, o Prof. Martyn pôs 57 poemas longos e curtos de André de Resende, publicados já na época do poeta, com o original latino e a sua tradução para inglês (Lista no Anexo 2). Esta parte do livro tem utilidade, porque diz quem sabe que ele não é mau tradutor do Latim.

 

Anexo 1 - Poemas inéditos em Poemata Latina (formato Excel)

 

Anexo 2 -

 

TRADUÇÕES DE POEMAS ANTERIORMENTE PUBLICADOS

Pags. 347 a 549 do livro Poemata Latina

 

Ad Deum Patrem, ob calamitate sectarum

Ad Christum Optimum Maximum, Resendii Confessio

Epistola ad Patrem D. Gasparem Casalem, Episcopum Leirenensem

Urbis Lovanensis et Academiae Encomium

De Conrado Goclenio, nobile Rhetore

Oda ad Conradum Goclenium

Ad Iacobum Menoetio Vasconcello, urgentem Antiquitatis Lusitaniae editionem

Ad eundem

Resendius Desiderio Erasmo Roterodamo

Desiderii Erasmi Roterodami Encomium

Ad Damianum Goium musicum

Ad eundem

Ad eundem

Ad eundem

Ad eundem: De vita aulica, poetas ibi iacere

Ad eundem

Ad Nicolaum Clenardum

Ad Andraeum Quatrinium

Epicedion rapto Daciae principi, ad Caesarem

Oda de eodem

De vita aulica: ad Speratum Martianum Ferrarium Lusitanum

In obitum D. Ioannis III, Lusitaniae Regis Conquestio

Ad D. Emmanuelis P. F. invicti filiam, D Ioannis III P. F. invicti sororem, Mariam, Principem eruditissimam

Magnifici Oratoris Angliae, in effigiae Sebastiani Regis nostri Christianissimi Epigramma

Andrae Resendii responsio

Ad Sebastianum, Lusitaniae Regem Serenissimum, ob Regni accepum regimen

Sebastiano, huius nominis primo, Lusitaniae Regi, Africo, Atlantico, Aethiopico, Arabico, Persico, Indico, Traprobanico, L. And. Resendius S.D. humillime

Philippo, Hispaniarum Regi Maximo

Ad Sebastianum excelsum Lusitaniae Regem epigrama

Lupo Scintillae Iuris consulto S.

Resendius Lupo Scintillae Iuris Consulto

Resendius Petreio Sanctio

Iambi in Erasmomastigas

Votum Divae Virginis Aquilupianae Resendii

L. Resendius Iuliano Albio

Iuliano Albio et Rhotorigio Sanctio, L. Andras Resendius

Idem Rotorigio Sanctio suo

Idem Balthasari Tevio Iuris perito

Encomium Iuliae Eborae

L. Andreas Resendio Ludovico Ataido

In memoriam Athaidii

Silvulae duae Resendius Lusitanus Henemanno Rhodio

De eodem

L. Resendius Lusitanus Petreio Aphani suo

L. Resendius Sperato Martino Ferrariae, ad bellum turcicum venienti

Eidem, a Caesare Sacramentis militaribus obstricto

Michaeli Silvio Pontifici, L. Resendius

Epitaphia... in funere Mercurini Cardinalis Gattinariae, And. Resendius Lusitanus

Ad Mercorinum, de Marco Antonio Magno, Orator Mon.

Sancti Gundisalvi de Amarantho Officium, Hymnus (a)

Hymnus (b)

Hymnus (c)

Epitaphium (Monasterii Belem)

Epigrammata inscripta Valbomi

Ludovicae Sygaeae Tumulus, Andrea Resendio auctore

Loisae Sygaeae Epiyaph., eodem autore

L. Andr. Resendii ad Vernandum Rhotorigium Filium, optimae spei puerum